Resident Evil 4 Remake PS5 — vale a pena em 2026?

Pra quem: fã da franquia, colecionador de jogos físicos e quem quer o melhor ponto de entrada na série

TLDR

Vale — e não é opinião de nicho: é o jogo de Resident Evil com mais avaliações na Amazon BR (4.591, média 4,8), posição que um título só alcança quando a comunidade inteira concorda. O remake pegou o capítulo mais influente da série — o RE4 de 2005 que reinventou a ação em terceira pessoa — e o reconstruiu pra ficar melhor que a lembrança. Se sua estante de PS5 precisa de um survival horror que equilibre tensão, ação e retratabilidade, é esse o disco pra fechar.

O que é

O remake completo do Resident Evil 4 de 2005, rodando na RE Engine — a mesma tecnologia dos remakes de RE2 e RE3 e de Village. Leon S. Kennedy, agora agente especial, é enviado pra uma vila rural na Espanha pra resgatar a filha do presidente dos EUA. O que começa como missão de resgate escala pra uma conspiração com os Los Illuminados, culto que controla aldeões por meio de um parasita — e o jogo dos “ganados” que atacam em horda, esquivam e flanqueiam criou o padrão de combate que uma geração inteira de action games copiou.

A versão de PS5 é a referência técnica da família: iluminação de nova geração, carregamentos mínimos e o DualSense que ganha vida nos encontros com multidão. É o tipo de jogo que você faz questão de mostrar pra visita — e que fez 4.591 compradores na Amazon BR deixarem média 4,8.

Por que vale (ou não)

O combate é o melhor da franquia. O RE4 Remake refina a ideia de 2005 pro padrão de 2026: você constantemente decide entre atirar no joelho pra atordoar e dar chute, no braço da arma pra desarmar, ou economizar munição e usar a faca (que agora desgasta). Cada encontro é um mini-quebra-cabeça de recursos — e é por isso que a retratabilidade é altíssima: New Game+, desafios e o ranqueamento S+ dão dezenas de horas extras depois dos créditos.

A campanha é longa e bem costurada. Vila, castelo e ilha — três atos com identidade própria, cada um com o chefão que virou figura de museu. A escrita melhorou em relação ao original: o Leon menos sarcástico automático e a Ashley mais útil (com sequestro de verdade no ombro) fazem o enredo respirar melhor.

É o melhor ponto de entrada da série. Não precisa ter jogado nada: a história se sustenta sozinha, e quem jogou os antigos ainda pega as dezenas de referências. Pra completar, os números de satisfação — 4,8 em 4.591 avaliações — são o argumento mais objetivo que existe: dificilmente 4,5 mil pessoas erram juntas.

Quando não vale: se você espera o terror sufocante do RE2 Remake ou do RE7, saiba que o RE4 é mais ação que sobressalto — sempre foi esse o papel dele na série. E a versão padrão não traz a campanha bônus Separate Ways no disco (ela veio como conteúdo adicional). Se o seu perfil é “quero passar medo em primeira pessoa”, o RE7 Gold é a escolha certa; se é “quero o melhor jogo da franquia”, é aqui mesmo.

FAQ

Preciso jogar RE2 e RE3 antes do RE4 Remake?

Não. O RE4 se sustenta sozinho — Leon aparece como protagonista completo e o enredo não exige nada dos jogos anteriores. Jogar os remakes antes enriquece as referências (e explica por que o Leon é quem é), mas é opcional de verdade.

A versão de PS5 difere muito da de PS4?

O conteúdo é idêntico — mesmas áreas, chefes e modos. A diferença está no acabamento: resolução, iluminação e carregamento mais rápidos no PS5. Se as duas opções estão na mesa e tem um PS5 em casa, a versão daqui entrega a experiência de referência.

Vale pra quem já jogou o original de 2005?

Vale — e é justamente o público que mais aprovou. O remake não é remasterização: áreas redesenhadas, chefes novos, parry de faca, inventário em malha e uma Ashley com comportamento novo. É o raro remake que respeita a memória sem ser refém dela. Se você terminou o original quantas vezes nem lembra, esse dá motivo pra mais uma dívida de horas.

Depois da campanha, tem mais o que fazer?

Tem, e é aqui que o disco paga o investimento a longo prazo. New Game+ com armas desbloqueáveis, desafios espalhados pelo mapa, o mercador com upgrades de arma pra completar e o ranqueamento por capítulo — quem caça nota S+ joga a campanha inteira de novo com regras mais duras. Somando a campanha bônus Separate Ways (lançada como conteúdo adicional), é um dos jogos com melhor custo por hora da estante de PS5.